| Experiências em informática e inclusão levadas para evento |
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| Ter, 06 de Agosto de 2013 15:10 | |
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O 5º Simpósio Internacional de Síndrome de Down – “Aspectos Psicossociais” aconteceu nos dias 2 e 3 de agosto na Universidade Paulista (UNIP) em São José do Rio Preto, São Paulo, e a professora Amanda Meincke Melo, do Campus Alegrete da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), palestrou no evento promovido pela Equipe Ding Down. O simpósio também trouxe o médico e neurocientista da Universidade Case Western Reserve, Cleveland-Ohio (USA), professor Alberto Costa, que apresentou novos caminhos terapêuticos que visam à melhora da qualidade de vida das pessoas com a síndrome. No sábado, 3, a professora Amanda Meincke Melo palestrou sobre Informática e Inclusão Educacional. Além de compartilhar algumas ideias a respeito do papel da informática na escola, para promover a inclusão digital e educacional de estudantes com deficiência na rede regular de ensino, a professora conta que teve contato com a temática da deficiência intelectual sob várias perspectivas: médica, legislativa, terapêutica e educacional, entre outras. Segundo Amanda, a palestra dialoga com questões em pauta em atividades acadêmicas de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas na UNIPAMPA, como os projetos de ensino "Grupo de Estudos em Informática na Educação" e "Biblioteca - espaço significativo para o espaço e a prática da acessibilidade universal"; o projeto de pesquisa "Desenho Universal e Ambientes Educacionais Mediados pela Web"; e o projeto de extensão "info.edu: Novos Talentos no Pampa" do Programa Novos Talentos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). - Na gestão, tenho atuado junto ao Núcleo de Inclusão e Acessibilidade, no qual acessibilidade é pauta de trabalho – afirma a professora que tem desenvolvido formações de professores da Educação Básica em "Informática Acessível", relacionando os temas Informática na Educação, Inclusão Digital e Acessibilidade. - O convite para esta palestra colaborou para que pesquisasse e esboçasse algumas ideias, em construção, a respeito do papel da informática para a inclusão educacional e social de pessoas com Síndrome de Down – afirma Amanda. Quando perguntada sobre os resultados dos trabalhos realizados na Universidade que legitimam a utilidade da produção textual em sala de aula como meio de incluir alunos com diferentes tipos de deficiência, a professora Amanda afirma que essa produção precisa ser pensada de forma flexível, para que cada aluno possa realizá-la. - A produção textual é apresentada como uma possibilidade, dentre tantas, para se pensar a inclusão educacional. Pensamento análogo poderia ser realizado em outras situações de aprendizagem – conclui a professora. A participação no 5º Simpósio Internacional de Síndrome de Down contribui para que a docente Amanda Meincke Melo trouxesse diversos aprendizados para aplicar na UNIPAMPA. Dentre eles, o desafio de construir espaços cada vez mais inclusivos, que vai bastante além de oferecer recursos tecnológicos. - Envolve também revisarmos nossas práticas, inclusive no ambiente universitário. A Deficiência Intelectual, em particular, coloca em destaque esse aspecto. Considero ser um bom ponto de partida trabalhar a partir das possibilidades e das habilidades de cada um de nossos alunos, seja na Educação Básica, seja no Ensino Superior. Isso envolve ir além de trabalhar o conteúdo de uma matéria ou disciplina, mas trabalhá-lo com pessoas – finaliza Amanda. Nycolas Ribeiro para Assessoria de Comunicação Social |