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O coordenador da Câmara Especializada de Geologia e Minas do CREA-RS, Adelir José Strieder, fez uma palestra para os alunos do curso de Geofísica no Campus Caçapava, dia 16 de outubro. Geólogo com pós-doutorado em Geoquímica e Metalogenia, Strieder é professor do Departamento de Engenharia de Minas da UFRGS e membro do Programa de Pós-graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e dos Materiais (PPGEM-UFRGS). Ele conversou com os estudantes sobre o exercício da profissão de geofísico. Relatou que o primeiro curso de Geofísica do Brasil foi o da Universidade de São Paulo (USP), que formou a turma pioneira em 1992. Segundo o professor, foi baseado no currículo inicial do curso da USP que o CONFEA (Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) definiu o campo de atuação dos geofísicos. - De lá para cá, ocorreram várias mudanças, principalmente após a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) de 1996, que trouxe novas diretrizes curriculares. Isso teve impacto em todas as áreas da Engenharia, que estão reestruturando suas atribuições profissionais – explicou. O professor informou que, mesmo sem ter sido aprovada a lei que reconhece a profissão, os geofísicos já estão incluídos no Sistema CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia). Strieder falou também da Resolução 1010/2005 do CONFEA que, de acordo com ele, possibilita que os profissionais ampliem seu campo de atuação através de cursos de pós-graduação. Citou como exemplo que engenheiros civis podem se pós-graduar em Geofísica e atuar nessa área na Petrobras ou em universidades. - É uma visão de educação continuada. O profissional segue a sua formação conforme as oportunidades do mercado – avaliou. O professor destacou também que o registro profissional emitido pelo CREA é válido em todo o País e, em breve, também no Mercosul. Observou que os geofísicos não têm concorrentes na Argentina, Uruguai e Paraguai. Ele sugeriu ainda que a Unipampa tenha um representante na Câmara de Geologia e Minas do CREA-RS.
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