Produção Integrada de Arroz conta com projeto UNIPAMPA Imprimir
Seg, 23 de Fevereiro de 2009 10:39
Incialmente, sob condução de acadêmicos do Curso de Agronomia, reunidos no Núcleo de Estudos e Manejo Integrado de Pragas (Nemip), coordenado pelos professores Fernando Felisberto da Silva e Odair José Kuhn, o campus de Itaqui projeta-se rumo à pesquisa e geração de conhecimento aplicadas à realidade local.

Trata-se do sistema de Produção Integrada de Arroz (PIA), numa parceria com a Embrapa Clima Temperado e coordenado pela sua pesquisadora, doutora na área, Maria Laura Turino Mattos. Mattos narra que “em 2005, foi implantado o instrumento de apoio ao agronegócio orizícola que está buscando um indicador com identidade visual própria, com reconhecimento em níveis nacional e internacional, capaz de assegurar a gestão da propriedade agrícola com enfoque na qualidade.

Em 2008, no município de Itaqui, foi efetivada uma parceria entre a Embrapa Clima Temperado, o Grupo Pitangueira e a UNIPAMPA, visando o treinamento de alunos do curso de Agronomia no Manejo Integrado de Pragas (MIP) em lavouras da Produção Integrada do Arroz (PIA).”

A pesquisadora ainda complementa que “a PIA fundamenta-se em uma fase intermediária entre a orizicultura tradicional e a orgânica, caracterizando-se como um sistema de produção agrícola de alta qualidade, que utiliza mecanismos de regulação naturais, respeitosos com o meio ambiente, podendo atender dois focos extremos da política governamental brasileira, (1) fornecimento de alimento básico a camadas menos favorecidas da população (inclusão social) e (2) maior competitividade do agronegócio orizícola no atendimento de mercados internos diferenciados e internacionais, todos demandantes por sistemas de exploração agrícola sustentáveis.

O sistema de PIA é holístico, sendo o segmento campo e o pós-colheita certificados em conjunto. A propriedade é enquadrada nos princípios da PIA por livre adesão dos produtores e o produto final recebe uma certificação oficial, comenta a pesquisadora. “Com o avanço das pesquisas, provavelmente novas áreas do conhecimento serão agregadas ao projeto levando à participação de outros professores e acadêmicos, uma vez que o projeto é bastante amplo, não se resumindo apenas ao manejo de pragas, trazendo importantes benefícios para a região”, esclarece também o professor Fernando.

Assessoria de Comunicação