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Os professores Lana Carneiro Almeida e Carlos Alexandre Oelke, do Campus Itaqui, representaram a Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) na Audiência Pública sobre Saúde. O evento, organizado pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, aconteceu dia 8 de agosto, na Câmara de Vereadores de Itaqui.
Na ocasião, a professora Lana leu um documento elaborado pelos docentes do curso de Nutrição em que constavam dados sobre a necessidade de investimentos no serviço de Nutrição para a rede pública.
Uma das declarações feitas é a de que o Rio Grande do Sul é o estado com o maior percentual de pessoas acima do peso, com 63%. Atualmente, a obesidade é considerada a maior epidemia infantil da história, sendo que muitas destas já possuem hipertensão arterial, diabetes e colesterol elevado. Para Lana, a promoção da saúde e a prevenção de agravos devem ser ações prioritárias para aumentar a qualidade de vida das pessoas e, adicionalmente, reduzir os gastos públicos com serviços de saúde. A contratação de mais nutricionistas para os serviços municipais foi uma medida defendida pela docente na audiência pública.
- Assim, mais profissionais dessa área, que trabalham também com a educação da população, são essenciais nesse processo - acrescenta Lana.
O documento, na íntegra, pode ser conferido aqui.

Por parte do professor Carlos, o documento lido trazia um alerta para o fato de a leishmaniose visceral canina receber pouca atenção das autoridades no município de Itaqui. Trata-se de uma doença mortal, de curso lento e difícil diagnóstico, que atinge principalmente o cão e se propaga facilmente entre os seres humanos.
Segundo Carlos, apesar de Itaqui já ter registrado dois casos da doença em pessoas, poucas medidas ostensivas de combate são observadas no município.
- Itaqui, infelizmente, não conta com uma política pública eficiente de combate, controle e prevenção da leishmaniose. Há relatos de que o problema surgiu em 2009 e que, desse período até hoje, muitos animais já foram sacrificados devido a doença, mas mesmo assim não se nota uma diminuição do problema. Acredito que é necessário sensibilizar à comunidade por meio de medidas educativas voltadas à prevenção da doença, afirma Carlos.
O documento pode ser conferido aqui.
Algumas das medidas preventivas contra a leishmaniose visceral canina são:
- Manter o abrigo dos cães limpos, sem fezes ou restos de alimentos;
- Não jogar lixo em terrenos vazios;
- Manter a casa e o quintal sempre limpos (retirar o lixo, folhas secas, arbustos, entulhos, fezes de animais);
- Podar as árvores a fim de evitar um sombreamento em excesso;
- Não criar porcos, galinhas e outros animais em áreas urbanas;
- Não manter adubo orgânico armazenado.
Tatiane Bispo para Assessoria de Comunicação Social (foto: Cristiano Guerra)
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