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PET – História da África faz viagem de estudos no Maranhão PDF Imprimir E-mail
Qua, 01 de Agosto de 2012 12:20

Nos dias 20 e 21 de julho de 2012, o tutor do PET – História da África, professor Adelmir Fiabani, e seis estudantes integrantes do grupo, estiveram no Maranhão em viagem de estudos e participação no XVII Encontro Nacional dos Grupos PET (ENAPET).

Uma das atividades que o PET – História da África vem desenvolvendo é a pesquisa nas comunidades negras da Metade Sul do Rio Grande do Sul, contudo o grande interesse em ampliar as informações, conhecendo comunidades em outros estados, levou o grupo ao Nordeste do país onde os estudos estão avançados.

No primeiro dia de viagem, o grupo visitou o Centro de Cultura Negra do Maranhão (CCN-MA), onde o presidente da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Ivo Fonseca, explicou a trajetória do movimento das comunidades negras e suas apreensões em relação à titulação das terras quilombolas.

No Maranhão nasceu o movimento das comunidades negras rurais pela titulação das terras. Ainda na década de 1970, Mundinha Araujo e outros integrantes do movimento negro maranhense iniciaram os levantamentos das comunidades negras com conflito fundiário. Com o advento da Constituição Federal de 1988, e da aprovação do artigo 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. As comunidades negras receberam a garantia do Estado quanto à titulação das terras por elas ocupadas.

No dia 21 de julho a comitiva visitou o município de Alcântara, local onde a arquitetura data do século XVI. Na ocasião foram visitados museus, igrejas, ruínas de vários prédios históricos.


Alcântara foi fundada em 1648. Era importante centro agrícola e comercial. No século XIX entrou em decadência. O trabalho escravo foi muito significativo na região em que dezenas de comunidades negras estão localizadas.

Segundo o professor Adelmir, que pesquisa sobre as comunidades quilombolas do Brasil, outra meta do grupo durante a viagem foi em relação à prospecção de referências de estudos sobre as comunidades do país:
- Também queríamos saber o que aproxima as comunidades do Brasil todo e concluímos que é a luta pela titulação da terra.

Durante o segundo dia de viagem o Grupo PET visitou duas comunidades negras no município de Alcântara: Cajueiro I e Itamatatiua.

Uma das constatações feitas durante as visitas foi a de que a comunidade negra Cajueiro I foi removida da atual Base Espacial de Alcântara. Conforme o grupo, o Estado formou um assentamento de quilombolas em outro território, porém não titulou as terras. Já na comunidade negra de Itamatatiua, que foi um quilombo no passado escravista brasileiro e que também aguarda titulação das terras, foi verificado que o espaço ocupa terras que pertenceram à Congregação das Carmelitas. Atualmente, esta comunidade vive da produção de cerâmica a partir da argila (potes, bacias, canecas, cantis), atividade centenária que tornou a comunidade reconhecida internacionalmente.

O Grupo PET – História da África participou do XVII ENAPET, que ocorreu entre os dias 22 e 27 de julho. Durante o encontro houve troca de experiências e aquisição de material de pesquisa.

Para o professor Adelmir a viagem propiciou a ampliação do conhecimento em torno dos quilombos e possibilitou constatar a forte influência do negro na sociedade brasileira, além de acrescentar mais conhecimento às oficinas que estão sendo realizadas nas escolas pelo Grupo PET.

Com informações por Adelmir Fiabani, Paulo Messa para Assessoria de Comunicação Social
 



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