Pesquisa aborda o empreendedorismo feminino Imprimir
Sex, 22 de Outubro de 2010 15:21
A Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) foi representada no XX Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas e o XVIII Workshop da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC), com uma pesquisa sobre mulheres empreendedoras, originada de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do aluno Rogério da Rosa Lehr, do curso de Administração, Campus Santana do Livramento. A apresentação e a orientação da pesquisa foram feitas pela professora Janaína Mendes. O evento ocorreu em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, de 20 a 24 de setembro, e a apresentação foi feita no dia 22.

O trabalho apresentado pela professora Janaína, intitulado “Comportamento Empreendedor: um estudo sobre a mulher empreendedora na região da fronteira do Estado do Rio Grande do Sul” buscou compreender as características da mulher que empreende, comandando uma empresa, e em que as empreendedoras se diferenciam dos empreendedores na cidade de Santana do Livramento. Para isso, o estudo partiu de alguns dados sobre a atitude empreendedora. 12 em cada 100 brasileiros criam uma empresa, o que garante o 13º lugar no ranking dos países com o maior número de criação de novos empreendimentos - e isso fez surgir a pergunta: qual o papel da mulher empreendedora nesses números?

A pesquisa seguiu a metodologia do estudo de caso, e coletou informações a partir de gestoras de negócios diversos, como corretora de imóveis, distribuidora e varejo de frangos embutidos, escola de idiomas, farmácia de manipulação, hotel, laboratório, loja de acessórios, loja de roupa infantil e mesmo uma propriedade rural. Outras informações foram obtidas pelo pesquisador junto à Associação das Mulheres Empreendedoras de Santana do Livramento.

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Alguns dos resultados indicam uma presença importante das gestoras no cenário santanense. As empresas geridas total ou parcialmente por mulheres são firmas com um bom tempo de existência – a maioria está no mercado entre 25 e 52 anos – são empresas familiares e que empregam em média 21 funcionários.

As gestoras entrevistadas também apresentam alto nível de educação formal, dividem-se entre o andamento dos negócios e o cuidado com a família e, em sua maioria, optaram pelo desafio de comandar uma empresa – ou seja, empreenderam por oportunidade, ao enxergar um nicho de mercado por explorar ou por gostar muito da atividade desenvolvida pela empresa – mas tiveram que enfrentar resistências, especialmente em alguns casos de atividades vistas como essencialmente masculinas. Outro diferencial das mulheres frente aos homens é a busca de conhecimentos para apoiar a gestão e o cuidado com estratégias para manter e firmar a empresa no mercado.

Como pontos fortes, a pesquisa identificou a iniciativa, necessidade de realização, o comprometimento e a orientação por valores pessoais. Entre os itens mais citados como pontos que precisam melhorar estariam a capacidade de planejamento, a autoconfiança e a orientação por metas.

Heleno Nazário para Assessoria de Comunicação