| Professor da Unipampa viaja ao Líbano para Conferência Diplomática |
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| Qua, 14 de Setembro de 2011 16:01 | |
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Desde o dia 9 de setembro, o professor da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Cristian Wittmann, está em Beirute, Líbano, para participar da Segunda Conferência de Estados Partes da Convenção sobre Munições Cluster. O evento, que deve receber delegações de mais de 100 países, ocorre dentro do marco do movimento histórico de proibição das bombas cluster que são conhecidas internacionalmente pela sua característica desumana. O evento ocorre entre os dias 12 e 16 desse mês.
Estima-se que ao menos 23 países são contaminados por restos explosivos de munições cluster. Entre os países mais afetados estão a República Popular Democrática do Laos e o próprio Líbano. Na conferência serão discutidos assuntos que dizem respeito à universalização e implementação da Convenção. Hoje ela possui 109 Estados Signatários e 61 deles já são partes efetivas. Tal número é relevante, contando que o tratado entrou em vigor em agosto de 2010. O Brasil, todavia, ainda não faz parte deste grupo. “É inadmissível que hoje em um Estado Democrático que deve promover os direitos humanos temos um governo que é totalmente favorável ao uso dessas armas desumanas” salienta o professor Wittmann. Além de professor, Wittmann é voluntário na organização não-governamental (ONG) Coalizão Contra as Munições Cluster. Desde 2004, ele atua em campanhas nacionais pela erradicação das minas terrestres e munições cluster, promovendo políticas tanto pela proibição quanto em prol das comunidades e vítimas dos referidos armamentos. Já tendo participado de grupos de trabalho sobre o tema, o professor resolveu estabelecer no Campus de Sant’Ana do Livramento um Grupo de Práticas em Direitos Humanos para desenvolver atividades nos referidos temas. “É papel da universidade propiciar espaços de conexão entre a teoria e prática e, em especial, práticas que promovam o desenvolvimento dos povos” destaca o Coordenador acadêmico, professor Luiz Lima. O grupo está com inscrições abertas aos acadêmicos dos cursos até outubro e conta com apoio institucional. A atuação dos acadêmicos deve estar voltada à formação de massa crítica que fomente a mudança de postura do governo brasileiro sobre o assunto. Diz o professor que o Brasil tem se posicionado neste tema junto com países como Estados Unidos, Rússia, Zimbábue, dentre outros que não querem proibir o armamento. Ele destaca que o Brasil hoje produz, armazena, exporta e se reserva o direito de usar esse tipo de arma. Na América Latina, somente Argentina, Brasil e Venezuela não assinaram o tratado. Chile, antigo produtor, já assinou o tratado e começou a destruição dos estoques. A importância de discutir sobre as bombas Lançadas por terra ou ar, tais bombas, ao atingirem determinada altitude acabam por dispersar uma série de submunições – que funcionam a exemplo das granadas – por uma vasta área. Por não possuírem qualquer mecanismo de distinção entre alvos militares e civis e por terem um percentual de falha alto ao não explodirem no primeiro impacto, tais submunições impõe um risco humanitário bastante amplo aos civis, durante e após os combates.
Assessoria de Comunicação Social |