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Em novembro, os preços dos produtos que compõem a cesta básica apresentaram queda de -1,31% em relação ao registrado no mês de outubro. O valor da cesta básica de novembro ficou em R$ 246,2 enquanto que, no mês anterior, o valor foi de R$249,48. As informações são da equipe responsável pela medição dos preços da cesta básica, coordenada pelo professor Carlos Hernán Rodas Céspedes.
Entre os produtos responsáveis pela queda, destacam-se a batata, -9,03%; o tomate, 6,61% (embora nos últimos dias de novembro o seu preço tenha apontado uma representativa elevação em dois importantes centros de abastecimentos da cidade); o café, -3,18%; e o açúcar, -1,68% .
Em relação aos preços que apresentaram elevação, os seguintes produtos foram os que impediram que a queda no valor da cesta fosse maior: o arroz, +2,16%; a farinha, +1,86%; e, a manteiga, 3,06%. A elevação dos preços do arroz e da farinha também se fez presente nas principais capitais do país. Dos treze produtos que compõe a cesta básica, sete deles apresentou tendência à baixa e seis com tendência à alta.
O registro da cesta básica em Porto Alegre ficou em R$ 286,83, ou seja, 16,5% mais cara que a de Santana do Livramento, mas cabe registrar que o seu valor apresentou queda pelo segundo mês consecutivo e ficou 6,18% menor que o valor de outubro. São Paulo também apresentou uma cesta básica mais barata no mês de novembro, R$ 299,26, embora este valor seja o maior registrado entre todas as capitais do Brasil. O valor da cesta mais barata, conforme informa o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), continua sendo o registrado na cidade de Aracaju, R$ 205,63, levemente inferior à do mês passado que registrou R$ 206, 03.
O resultado final para Santana do Livramento permite afirmar que o trabalhador santanense remunerado com o salário mínimo de R$ 622,00 (correspondente a 220 horas mensais), necessitou, em novembro, de 87 horas e 04 minutos de trabalho para adquirir a cesta básica, isto é, em torno de uma hora a menos de trabalho que no mês anterior.
Os integrantes do projeto agradecem, mais uma vez, a colaboração dos proprietários dos quarenta e três estabelecimentos comerciais de gêneros alimentícios que repassam a informação mensal necessária para a construção do índice da cesta básica. O orientador do Projeto Cesta Básica, o professor Carlos Céspedes, ressalta a importância do trabalho do bolsista Gederson Gogia e dos acadêmicos Janice Ocaña, Patrícia Friolim, Ana Alzira Mendes e Dionara da Silva, da Universidade Federal do Pampa, que atuam de forma voluntária na coleta dos preços.
O informe pode ser baixado e consultado neste link:
Informativo do mês de Novembro
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Com informações de Carlos Céspedes, João Ricardo Ribeiro para a Assessoria de Comunicação Social
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