Projeto Cesta Básica emite informativo de fevereiro Imprimir
Ter, 19 de Março de 2013 14:47

O projeto Cesta Básica, desenvolvido por alunos do curso de Ciências Econômicas do Campus Santana do Livramento da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), apresenta novo informativo, do mês de fevereiro, sobre o custo da cesta básica na cidade. E, pela primeira vez, o grupo apresenta uma análise retrospectiva da variação de preços medidos em Santana do Livramento ao longo de mais de um ano de trabalho, comparando dados atuais com os valores encontrados em 2012.



No mês passado, o valor da cesta básica de alimentos em Santana do Livramento apresentou um incremento de 3,17% em relação à do mês de janeiro. O custo da cesta básica ficou em R$ 256,26 , enquanto que, o respectivo valor de janeiro ficou em R$ 248,37.

Praticamente todos os produtos da cesta básica tiveram seus preços incrementados com exceção da banana e do açúcar, os quais apresentaram queda de -3,64 % e -0,42 %, respectivamente.

Entre os alimentos que apresentaram os maiores aumentos, destacaram-se: o tomate, 14,53%; a batata, 13,03 %; a manteiga, 3,56 %; a farinha, 2,96 %; o feijão, 2,45%; o arroz, 2,30%; a carne, 1,70%, além de outros, como mostram os números da tabela abaixo.



Em relação ao mês de fevereiro de 2012, a variação média acumulada nos últimos doze meses foi de 17,37%, destacando-se os incrementos nos seguintes produtos: tomate, 78,89%; a batata, 55,30%; o feijão , 27,73%; a farinha, 26,94%; o arroz, 22,52%; o óleo, 22,60%, etc. Entre os preços dos produtos que tiveram menor variação nos últimos doze meses, mencionamos: o açúcar, -6,21%; a carne 4,58%; e, o leite, 5,34%.

Nos dois primeiros meses do ano em curso, a variação acumulada dos preços foi de 3,90%, sendo os preços da farinha, da batata e do tomate os principais responsáveis pelo aumento.

Em relação às principais capitais do país, a variação mensal dos preços da cesta em Livramento superou a variação de São Paulo, 2,57%; Rio de Janeiro, 0,98%; e, Porto Alegre, 2,85%. Recife apresentou a maior variação, 8,35%, e Vitória apresentou a menor, - 0,63. São Paulo apresentou o maior valor da cesta, R$ 326,59; e, Aracaju o menor valor, R$ 238,40.

Segundo a pesquisa deste mês, o gráfico abaixo permite apreciar o indício de um eventual início de tendência crescente neste começo de ano, tendo o mês de fevereiro mostrado um valor superior ao do mês de janeiro, 3,18% contra 0,70%. Por outro lado, vale a pena notar que o respectivo valor de fevereiro só é menor que o registrado nos meses de junho e julho de 2012, isto é: 3,98% 9,45%, respectivamente.



Finalmente, os dados permitem afirmar que o trabalhador santanense remunerado com o salário mínimo de R$ 678,00, correspondente a 220 horas mensais, necessitou o equivalente a 37,80% do salário mínimo para adquirir a cesta básica de alimentos, ou seja, foram necessários um total de 83 horas e 9 minutos de trabalho para a aquisição dos alimentos com a finalidade de reproduzir a sua força de trabalho. Em relação aos valores respectivos de São Paulo e Porto Alegre, onde a participação respectiva do valor da cesta no salário básico representaram em fevereiro, 52,36% e 51,01%, podemos dizer que em Livramento a cesta básica é de, ao menos, 21% mais barata. O coordenador do projeto, professor Carlos Céspedes, elucida a importância da data de hoje:

- Nesta data, 14 de março, dia da celebração dos 130 anos da morte do filósofo alemão Karl Marx, cuja contribuição metodológica para o compreensão do mundo ainda está vigente, resgatamos as palavras do discurso de Hegel diante do seu túmulo: “...os homens, antes do mais, têm primeiro que comer, beber, abrigar-se e vestir-se, antes de se poderem entregar à política, à ciência, à arte, à religião, etc.....”. Assim, espera-se que o poder de compra do salário mínimo percebido por todos os trabalhadores do mundo lhes permitam não só reproduzir dignamente sua força trabalho , como também, cuidar de sua educação, saúde, lazer, etc.



Os integrantes do projeto agradecem a colaboração dos proprietários dos quarenta e três estabelecimentos comerciais de gêneros alimentícios que forneceram a informação necessária para a construção do índice da cesta básica. Por fim, destacam que o presente informe teve participação fundamental na coleta dos preços do acadêmico Gederson Goggia.


Com informações de Carlos Céspedes, João Ricardo Ribeiro para a Assessoria de Comunicação Social