| NEMIP realizou diagnóstico de pragas na cultura do arroz irrigado |
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| Seg, 29 de Julho de 2013 10:03 |
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O Núcleo de Estudos e Pesquisas em Manejo Integrado de Pragas (NEMIP), do Campus Itaqui da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), participou de recente reunião do projeto Café da Manhã, em parceria com a Embrapa Clima Temperado, no dia 23 de julho, promovido pela Associação dos Arrozeiros de Uruguaiana. Na ocasião, pesquisadores apresentaram aos produtores informações palestras sobre o perfil institucional e metas da Embrapa Clima Temperado na região, produção integrada de arroz, diagnóstico da aplicação de agrotóxicos e rotação de culturas em terras baixas. O NEMIP é coordenado pelo professor Fernando Felisberto da Silva, do curso de Agronomia, do Campus Itaqui, e visa estimular a discussão sobre o Manejo Integrado de Pragas (MIP) na agricultura e ambientes de armazenagem em todas as suas esferas, abrangendo desde os conceitos iniciais até os aplicados, com vistas à formação de pessoal técnico capacitado para atuação na área, realização de consultorias e desenvolvimento de pesquisas básicas e aplicadas. Em parceria com pesquisadores da Embrapa Clima Temperado, o Núcleo desenvolveu a realização do diagnóstico de pragas na cultura do arroz irrigado na região do Planalto da Campanha (Fronteira Oeste), do Rio Grande do Sul. A coleta desses dados foi feita pelos estagiários Robson Antônio Botta e Juliano de Bastos Pazini, que percorreram a área rural dos municípios de São Borja, Itaqui, Uruguaiana e Barra do Quaraí. Durante dois anos, os alunos aplicaram um questionário aos produtores e prestadores de assistência técnica, visando identificar o entendimento que estes tinham sobre a ocorrência de pragas e a utilização de agrotóxicos para o controle. Em seguida, propuseram ações a fim de que os possíveis problemas identificados pudessem ser amenizados, além da racionalização de uso dos agrotóxicos. Um dos diagnósticos apresentados pelo professor Fernando no evento é o predomínio de aplicações de agrotóxicos na região em mais de 95% dos casos. Os dados completos serão publicados em uma revista científica. Ao final do evento, foram discutidas parcerias entre os representantes da Associação dos Arrozeiros, Embrapa e UNIPAMPA/NEMIP. Segundo o professor Fernando, através dessa parceria poderão vir a surgir novas pesquisas, palestras e cursos aplicados: - Isso porque os problemas foram diagnosticados e há interesse destas instituições em dar uma maior qualidade ao arroz produzido e racionalidade às lavouras na região em respeito às boas práticas agrícolas. O impacto de investimentos em controles de pragas no curso de formação de uma lavoura de arroz (segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura - FAO, a definição de "praga", nesse contexto, envolve insetos, doenças e plantas daninhas) indicam um desembolso de 4 a 15% - dependendo da intensidade da ocorrência destas pragas. Hoje em dia, relata o pesquisador, existe a Geoestatística - que serve para coletar informações necessárias para o manejo integrado de insetos-pragas. Esta é uma moderna ferramenta que pode posicionar uma região ou local onde a praga ocorre ou prevalece. Através de coordenadas geográficas e a partir delas, por meio de estudos e cálculos específicos, o método pode dar uma previsão de como estas pragas se distribuem em uma lavoura. Isso possibilita a utilização de técnicas de controle localizado, com menor utilização de agrotóxicos, além de permitir conhecer os padrões de distribuição de uma espécie na lavoura e facilitar formas de amostragem e de manejo. Em maio, o NEMIP participou do III Simpósio de Geoestatística Aplicada em Ciências Agrárias (III SGeA), na Faculdade de Ciências Agronômicas - FCA/ UNESP, em Botucatu. O Núcleo participou do evento por meio da apresentação de um trabalho, fruto das pesquisas desenvolvidas por Juliano e Rodrigo. Tatiane Bispo para Assessoria de Comunicação Social |

