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Mestrado profissional conjuga ensino de Ciências e novas tecnologias na sala de aula PDF Imprimir
Escrito por Caroline Rossasi   
Ter, 26 de Novembro de 2013 10:10

A formação continuada de professores é uma demanda importante tanto para os profissionais da educação quanto para as escolas e as instituições formadoras. Por meio da qualificação e da busca constante de aperfeiçoamento, o Mestrado Profissional em Ensino de Ciências da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus Bagé, busca capacitar professores para a tarefa de reflexão a respeito do espaço educacional e aplicação na prática de novas técnicas pedagógicas. O curso foi o primeiro mestrado profissional a ser oferecido pela instituição.

Linhas de pesquisa

O curso iniciou as atividades em meados de 2012, reunindo em sua proposta colaborações de docentes dos campi Bagé e Caçapava do Sul, e possui duas linhas de pesquisa. A linha Novas Tecnologias no Ensino de Ciências tem como objetivo qualificar os professores de Química, Física e Ciências para que eles utilizem diferentes tecnologias digitais a fim de tornar o ambiente de ensino mais interessante e interativo. A abordagem também permite tornar o laboratório em um espaço de aprendizagem mais dinâmico e integrado às outras disciplinas.

Já a linha Práticas Pedagógicas em Ensino de Ciências visa estudar aspectos do ensino de Física e Química na Educação Básica e avaliar sua utilização em diferentes ambientes educacionais, buscando estabelecer uma ponte entre os conceitos físicos e químicos e o cotidiano dos alunos.

Conforme o coordenador do mestrado, professor Guilherme Frederico Marranghello, o curso tem um diferencial por ser voltado para professores que atuam no mercado de trabalho:
— Nosso mestrado é profissional, o que significa que é voltado para professores da educação básica. Além disso, ele busca uma integração entre a Física e a Química, sendo todas as disciplinas obrigatórias cursadas juntas pelos alunos das duas áreas. Apenas nas optativas temos disciplinas específicas. Assim, buscamos uma maior interdisciplinaridade — conta.


Uma das linhas de pesquisa atua na melhoria da
qualificação de professores de Física e Química

Uma sala de aula com mais interatividade

Ao longo do mestrado profissional, os educadores entram em contato com diferentes conceitos pedagógicos, métodos e ferramentas tecnológicas. A meta é refletir a respeito da prática em sala de aula e mudá-la, com atenção especial para as possibilidades que as novas tecnologias trazem para o ambiente escolar, como a apresentação mais atrativa e o incentivo à interação construtiva.

Um dos equipamentos usados nas aulas é a lousa interativa, que consiste em uma tela magnética que funciona com recursos multimídia. A lousa projeta todo o conteúdo e oferece diversas possibilidades, como anotações sobre imagens ou vídeos projetados, a realização de experimentos, a busca de exemplos através da internet e outros. A aparência não é muito diferente da de um projeto multimídia comum.
— Trabalhamos com a automatização do laboratório, com o uso de softwares específicos para o ensino de Física e Química, como o uso de tablets, lousas interativas e outros. Nas práticas pedagógicas, utilizamos e desenvolvemos metodologias voltadas a uma aprendizagem mais significativa — explica o coordenador do mestrado, professor Guilherme Marranghello.

Um método tecnológico que atualmente vem sendo utilizado pelo curso baseia-se no uso de Sistemas de Resposta de Audiências, com o apoio de pequenos aparelhos similares a controles remotos, conhecidos como clickers. Essa tecnologia permite que os alunos respondam diversos tipos de questões (como múltipla escolha, enquetes) e faz com que os professores tenham um retorno em tempo real de como está o conhecimento dos alunos sobre determinado assunto.

Com isso, é possível direcionar a interação para a solução de dúvidas e o fortalecimento do diálogo sobre o conteúdo estudado e a dinâmica da sala de aula. A tecnologia existe há aproximadamente 30 anos e já integra a lista de material de estudos em algumas universidades estrangeiras, mas ainda é considerada novidade em ambientes escolares brasileiros.


Conceitos da astronomia na educação básica podem
ser apresentados com o planetário inflável

As primeiras explicações sobre os movimentos de rotação e translação também podem ser bem mais interessantes para alunos da Educação Básica. É possível expor conceitos importantes da Astronomia de forma prática e até mesmo divertida com um planetário inflável. O professor Guilherme explica que dois tipos de atividades podem ser realizados com esse equipamento.

Nas atividades lúdicas, uma sessão gravada leva os participantes a fazer uma viagem pelo espaço, ajudando na apresentação de assuntos como o reconhecimento de constelações, a poluição, os planetas e o nascer e o pôr do Sol. Quando se trata de uma atividade formal, é possível ir além do reconhecimento do céu, aprofundando a observação para expor o funcionamento do movimento aparente do céu. É possível simular o céu de diferentes cidades e também simular a transposição do dia e da noite em poucos segundos, o que levaria 24 horas em uma observação real.


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