| São Borja resume o segundo dia do Forum de Cidadania, Comunicação e Cultura |
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| Qui, 07 de Maio de 2009 00:11 |
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O segundo dia do I Fórum de Cidadania, Comunicação e Cultura foi aberto com a palestra do Prof. Thomás Josué da Silva, doutor em Antropologia, com ênfase em Saúde e Sociedade, pela Universidad de Barcelona e docente da Universidade Federal do Pampa, Campus Uruguaiana.
A palestra com o tema “Antropologia Visual e Comunicação”, abordou a relação entre a imagem e a comunicação, comentando sobre a evolução no estudo das culturas através da imagem. Segundo ele, em meados do século XIX, a imagem passou a ser objeto de estudo da antropologia através da fotografia e, na década de 30, os estudos eram através da invenção de câmeras filmadoras e, na atualidade, a informática e as digitalizadas. O palestrante apresentou o conceito da antropologia que estuda todas as culturas existentes na sociedade e se utiliza da imagem como um suporte para essa análise. A antropologia visual pode ser relacionada com a comunicação porque dá subsídios para a sociedade expressar e representar-se. A imagem, compreendida pela antropologia como um documento social, pode trazer uma série de discursos e ideologias em um único elemento. O professor Thomás acrescenta ainda que, antigamente, as imagens serviam de estudo para culturas distantes e desconhecidas e, hoje, voltam-se para as características da nossa própria sociedade, através dos estudos da cultura do consumo e da comunicação visual. A comunicação visual trabalha ainda com símbolos que podem despertar desejos para o consumo: “a publicidade sabe como utilizar esses meios, as imagens fazem com que você queira estar em determinado lugar, você é seduzido por determinada imagem. Isso pode ser exemplificado com propagandas de automóveis, cigarros, moda”, afirma. Outro ponto destacado foi o poder imagético que afeta diretamente a sociedade: “A própria anorexia, bulimia, ou seja, novas síndromes de comportamento que não tínhamos anos atrás são reflexos da cultura de consumo da imagem”, explica. A estudante do 5º semestre do curso de Serviço Social da UNIPAMPA, Flávia Renner, gostou da discussão proposta pela palestra e acredita que as temáticas abordadas acrescentam muito para o seu curso: “A palestra nos ajudou a entender as diferentes formas de cultura. A antropologia nos ajuda a aceitar as diferentes culturas existentes dentro de nossa sociedade”. Aline Donato do Laboratório Experimental de Divulgação para a Imprensa, sob coordenação profa. Dra. Cárlida Emerin Empreendedorismo e criatividade em pauta no I Fórum Cidadania, Comunicação e Cultura O principal tema abordado na palestra Empreendedorismo e Criatividade Estratégica, ministrada pelo professor Me. João Antônio Gomes Pereira durante o I Fórum de Cidadania, Comunicação e Cultura, da UNIPAMPA, foi a visão do mundo de hoje e as estratégias competitivas dentro das organizações. “A criatividade faz parte da vida das pessoas. Algumas dizem que não são criativas, porém todos nós somos criativos, todos nós temos o potencial criador, mas tem pessoas que não inovam”, ressalta o professor. Um dos projetos empregados por Gomes e citado durante sua fala é o Projeto Nova Visão que se desenvolve a partir da integração com escolas Técnicas e Universidades e em ações para o desenvolvimento regional e do Município de São Borja, que conta com a participação do Prof. Pedro Quoos da Universidade da Região da Campanha (URCAMP). O principal objetivo do Projeto é envolver ações para o desenvolvimento da educação básica à educação superior, fazendo com que as escolas identifiquem e ofereçam o que realmente as empresas e indústrias necessitam, gerando mais empregos. De acordo com a acadêmica do curso de jornalismo, Glaucia Streck, o evento tem a tendencia de melhorar ainda mais. “A chapa está quente, e para a noite fica a expectativa de terminar o segundo dia de fórum com as mentes cada vez mais abertas ao surreal.”, ressaltava a aluna. Ligiane Brondani do Laboratório Experimental de Divulgação para a Imprensa Por Dentro de Uma Agência de Comunicação O fluxo de trabalho em uma agência de comunicação foi o foco da palestra realizada pela Relações Públicas Taís Bittencourt Valente, na parte da tarde de quarta-feira, dia seis, no I Fórum de Cidadania, Comunicação e Cultura que está sendo realizado no Centro Nativista Boitatá. Taís explicou o funcionamento de uma empresa de publicidade e propaganda desde o atendimento até o produto final, mostrando o que cada setor faz e a importância destes no processo de desenvolvimento do trabalho numa agência. Exaltou a importância da mudança de paradigma na atividade do publicitário no qual o profissional deveria participar de um “processo” e não apenas “exercer uma função”. Para ela, esta é a grande questão que envolve os profissionais da atualidade, pois ao invés de construírem espaços de produção dentro do sistema que está sendo proposto pelo mercado, eles se detêm a formatos de distribuição de tarefas antigas. “o processo é um grupo de atividades realizado em uma seqüência lógica com o objetivo de produzir um bem”, afirma Taís. Na visão da Relações Públicas, o profissional envolvido não é envolvido pelo “processo” exerce somente o que lhe é atribuído pelo cargo. Porém, se cada um desempenhar bem sua função, o êxito final é facilmente alcançado. Ao longo da exposição afirmou que alguns setores dentro de uma agência precisam ser repensados em razão do perfil atual do mercado e que também na universidade eles precisam ser entendidos desta forma, visando um novo perfil. Tiago Radeski do Laboratório Experimental de Divulgação para a Imprensa. Fórum discute informação e democracia “O problema da informação no processo democrático brasileiro” foi temática exposta pelo Prof. Cleber Ori Cuti Martins, Mestre em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na segunda noite do I Fórum de Cidadania, Comunicação e Cultura, da Universidade Federal do Pampa, Campus São Borja. O palestrante apresentou ao público a teoria democrática: uma que concebe a democracia apenas como um conjunto de procedimentos jurídicos institucionais como, por exemplo, as eleições e, a segunda, que engloba a problemática na insuficiência da democracia em dar conta da diversidade da sociedade nos âmbitos dos governos. Dessa forma, há o envolvimento dos indivíduos nos processos legislativos e de governos com uma fiscalização maior sobre os poderes públicos. Para realizar o acompanhamento, tanto na primeira vertente quanto na segunda, a questão da informação torna-se fundamental, pois tendo acesso a ela, a população pode exigir que determinado governante preste contas, além de poder cobrar ações. “O problema é que a maioria da população não gosta de falar sobre política, exceto quando alguma decisão em pauta a atinge de alguma maneira. Existe uma apatia política aqui no Brasil, onde é preferível falar sobre outros assuntos, menos política”, aponta o professor. Conforme Martins, o jornalismo é fundamental para expor o que está acontecendo na política, uma vez que o público não se interessa muito pela temática. No entanto, os jornais deveriam tratar os temas de maneira objetiva e não de forma superficial, informando apenas o confronto de opiniões entre os integrantes do poder público. Bruna Bueno do Laboratório Experimental de Divulgação para a Imprensa, para a ACS da UNIPAMPA, sob coordenação da professora Dra. Cárlida Emerin. |

