Projeto colabora com o aprendizado em química Imprimir
Escrito por Janine Motta   
Qua, 23 de Julho de 2014 15:40

O Grupo de Pesquisa em Prática de Ensino (GIPPE), da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) tem o objetivo de discutir assuntos de ensino/aprendizagem, questões ambientais, educação, transposição de conteúdos científicos para o ensino básico. Em 2013, o grupo desenvolveu o projeto Espaço Reativo: química experimental com o intuito de preparar os alunos do Ensino Médio (EM) para a prova da Olimpíada de Química do Estado do Rio Grande do Sul. As atividades foram desenvolvidas pelos acadêmicos do curso de Ciências da Natureza da Unipampa, na escola Instituto Estadual Elisa Ferrari Valls, em Uruguaiana.

Além disso, o GIPPE criou o projeto Espaço reativo aprendendo brincando. Desenvolvido pelos alunos de graduação do curso de Ciências da Natureza. Os acadêmicos elaboram jogos voltados ao ensino de Química de maneira lúdica, melhorando as dificuldades dos alunos do ensino básico e reforçando a aprendizagem de maneira descontraída.

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio de Química (2002), o aprendizado em Química deve ser de forma integrada e significativa, para que os alunos possam perceber as transformações químicas naturais que ocorrem em diversos contextos, além de possibilitar conhecimento ao aluno dos processos químicos em si e suas aplicações tecnológicas e as implicações no meio ambiente e na sociedade.



O jogo é aliado à aula expositiva, na prática desenvolvida pelo GIPPE
(foto: Vanusa Torres Michelena)


Segundo o coordenador dos dois projetos desenvolvidos pelo GIPPE, professor Rafael Roehrs, atualmente o grupo tem apostado no jogo educativo como ferramenta de aprendizagem, tendo em vista que o jogo consegue desenvolver habilidades nos estudantes que muitas vezes o ensino tradicional não consegue: "O jogo torna o aluno um agente ativo no processo de ensino/aprendizagem e não mais um mero espectador. Utilizar o lúdico para iniciar o conteúdo, revisar ou até mesmo avaliar a aprendizagem tem se mostrado extremamente eficiente, mas claro, sempre aliado a aulas expositivas, pois o jogo não pode se tornar cotidiano, senão acaba perdendo sua principal função: envolver os estudantes em uma atividade nova e desafiadora".

O professor aponta ainda que para conceitos muito abstratos, sobretudo na Química, o jogo contribui desmistificando as dificuldades e potencializando a aprendizagem.