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No mês de março, o valor da cesta básica dos produtos alimentícios em Santana do Livramento apresentou um incremento de +6,17% em relação à do mês de fevereiro. O valor da cesta básica ficou em R$ 272,08 , enquanto que o respectivo valor de fevereiro foi R$ 256,26.
Da mesma maneira como ocorreu em fevereiro, praticamente todos os preços que compõem a cesta apresentaram elevação, com exceção da banana e do açúcar, cujos preços apresentaram ligeiro recuo de -2,39% e -3,81%, respectivamente. Os dados foram coletados em 43 estabelecimentos comerciais de gêneros alimentícios em Santana de Livramento pela equipe liderada pelo professor Carlos Hernán Rodas Céspedes, e integrada dos acadêmicos do curso de Ciências Econômicas: Gederson Silva Gogia, Elis Renner Bandeira, Vivian Tatiana Rodriguez Yuane e Yan William Lacerda Dantas.
Entre os produtos que apresentaram maior elevação mensal, destacam-se o tomate e a batata, cujas variações foram: 31,06% e 17,95 %, respectivamente. Cabe salientar também a elevação nos preços do café, 5,34%, o pão, 4,12% e, o feijão, 3,78%. Aumentos menos expressivos ficaram por conta da manteiga, o arroz e a carne como podemos evidenciar na tabela abaixo.
Nos três primeiros meses do ano, a cesta básica teve uma variação acumulada de 10,31% sendo que, os maiores aumentos foram para os preços do tomate, 42,57%; a batata, 32,88%; a farinha, 16,12%; o feijão, 6,42%, e, o arroz, 4,05%.
Nos últimos 12 meses, a variação acumulada da cesta foi de +23,49%, sendo que os aumentos mais representativos ficaram por conta do tomate, 153%; a batata, 87,36%; a farinha, 30,45%; o feijão 28,33%; o arroz, 24,25%; e, o óleo, 23,26%. O preço da carne teve a menor variação acumulada nos últimos 12 meses, 1,92%.
Em relação às principais capitais do país, a maior variação mensal no valor da cesta correspondeu a Vitória, 6,01%. São Paulo apresentou +2,96%, e, Porto Alegre, 1,19%. A cesta básica de São Paulo alcançou o valor de R$ 336,26 e o respectivo valor de Porto Alegre foi de R$ 321,95. Nos primeiros três meses do ano a variação acumulada em São Paulo foi de 10,29% e a acumulada nos últimos 12 meses situou-se em 23,06%. Em Porto Alegre, a variação acumulada da cesta nos três primeiros meses do ano foi de 9,37% e nos últimos doze meses a variação foi de 21,86%.
No informe de fevereiro passado a pesquisa apontou o indício de uma tendência crescente para o valor da cesta, o dado de março, apresentado neste informe, confirma a previsão (ver gráfico abaixo), o que não deixa de ser preocupante. Deve-se aguardar a desoneração tributaria anunciada pelo governo federal para os produtos que compõem a cesta básica para que nos próximos meses, após a desova acumulada de estoques, possa ter o efeito contrário à pressão para cima, que mostra o comportamento da cesta nestes primeiros meses do ano.
Finalmente, os dados levantados permitem afirmar que o trabalhador santanense remunerado com o salário mínimo de R$ 678,00 correspondente a 220 horas mensais, necessitou o equivalente a 40,12% das horas trabalhadas para adquirir a cesta básica de alimentos, ou seja, foram necessários 88 horas e 17 minutos de trabalho para adquirir os alimentos que reproduzem a sua força de trabalho. Os respectivos valores para São Paulo e Porto Alegre foram: 109 horas e 7 minutos, e, 104 horas e 28 minutos. Ou seja, em Santana do Livramento ainda é possível adquirir a cesta básica com menos horas dedicadas ao trabalho que em São Paulo e Porto Alegre.
Com informações de Carlos Cespedes, João Ricardo Ribeiro para a Assessoria de Comunicação Social
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