|
O Campus Alegrete, unidade universitária da Universidade Federal do Pampa – UNIPAMPA, está em atividade desde 2006, sendo participante ativo no processo de implantação que originou esta nova Instituição de Ensino Superior. A orientação inicial dada pela Universidade Federal de Santa Maria – UFSM, bem como a estratégia de implantação da UNIPAMPA após a sua efetiva criação, culminaram em 2012 num campus com sete cursos de graduação, dois cursos em nível de mestrado e ofertas de cursos em nível de especialização, uma vasta gama de atividades de pesquisa e de extensão, além de atividades meio ligadas a órgãos de reitoria, instalados por iniciativa do próprio corpo funcional do Campus, movimentando diariamente em torno de 1000 alunos, 150 servidores, 28 terceirizados, além dos visitantes externos. O processo de expansão da Universidade tem levado os campi a um crescimento vertiginoso, fruto das demandas de uma meso-região que abrange a população de mais de dez municípios da fronteira oeste, campanha e extremo sul do Rio Grande do Sul. O projeto inicial previa uma expansão até 2011 alcançando a casa dos 13 mil alunos e em torno de 67 cursos de graduação, o que em número de alunos foi atingido com 63 cursos no mesmo ano. O próprio processo de implantação deu origem a processos paralelos de planejamento nas unidades universitárias que resultaram em um crescimento desproporcional entre elas, fomentado por fatores externos que necessitam de acompanhamento e visão global, para que a Universidade não perca o controle de seu desenvolvimento, baseado no planejamento inicial da instituição realizado em 2009 e intitulado Projeto Institucional – PI. Tentativas de realização de um projeto de planejamento unificado foram realizadas desde 2008. Em 2009, além do processo de construção do Projeto Institucional, foi desenvolvido pela pró-reitoria de planejamento da UNIPAMPA – PROPLAN a metodologia do PEC-R – planejamento estratégico dos campi e da reitoria –, que consistia num processo de levantamento de ações necessárias para a realização do PI. O processo avançou até o limite de esgotamento de trabalho dos grupos incumbidos das ações, sendo que não se conseguiu uma uniformidade de trabalho entre os grupos e entre seus participantes, além de que muitas das ações não se concretizaram em função da desmobilização destes grupos. O processo de planejamento teve nova formulação em 2010/2011, sendo desta vez proposto um modelo que atrelava a avaliação de desempenho ao planejamento – uma inovação no serviço público: planejar e se comprometer com seus resultados. Esta proposta, levada à comunidade acadêmica pela reitoria da Universidade, não obteve êxito, deixando os campus sem balizas no processo de planejamento institucional, capazes de dar a dimensão atual e projetar o futuro da instituição como um todo, restando um processo de aprender fazendo, baseado em elementos não previsíveis. Embora o sentido de direção da Universidade, assim como do Campus, um processo formalizado e de conhecimento geral é necessário para que todos saibam qual é nossa visão de futuro, quais são nossos objetivos estratégicos, as metas e os indicadores que balizam este processo. Doutra forma, se não tivermos respostas a estas perguntas, não temos um processo sistemático de planejamento capaz de possibilitar a realização do Projeto Institucional da Universidade. A partir destas considerações, a direção do Campus deu início a um processo de planejamento local, contemplando as fases de diagnóstico, com a utilização da matriz SWOT, definição da visão de futuro do Campus, de seus objetivos estratégicos, metas, prazos e indicadores, além da utilização do software de domínio público Geplanes. Ver o documento final do Planejamento Estratégico do Campus Alegrete - 2013-2016
|